Como a menopausa ou andropausa podem estar atrapalhando a sua vida ?

Atualizado: 9 de nov. de 2021




"Quando pensamos no envelhecimento, vem logo em mente o tema: Menopausa\Andropausa, e de fato isso é algo que devemos nos preocupar, ou melhor, entender o assunto. Espero que aproveite a leitura. Confira no final desta matéria, um podcast que eu fiz para você!".


 

Já sabemos que toda a informação e funcionamento do nosso corpo depende do perfeito equilíbrio de um sistema de hormônios, que funcionam como mensageiros e sinalizadores para execução de funções.

Infelizmente com o passar dos anos, nosso corpo tende a diminuir a produção desses hormônios, sabemos que após os 30 anos quase todos começam um processo de declínio do sistema hormonal. Esse é um processo natural que em algum momento irá acontecer.

Se o funcionamento perfeito do corpo depende de uma boa produção e organização hormonal e em algum momento esse equilíbrio começa a ser falho, podemos imaginar que provavelmente teremos problemas, e de fato isso acontece.

O declínio na produção dos hormônios é observado de forma diferente nos dois sexos (masculino e feminino) em algum momento da vida e para ambos, tais declínios irão apresentar um prejuízo enorme à saúde e qualidade de vida.

Sem dúvidas, atividade física, boa alimentação e cuidados com a saúde podem postergar esse declínio, assim como o sedentarismo e a má alimentação podem antecipar. Mas em algum momento ele irá acontecer.


Menopausa

A menopausa (declínio gonadal feminino) na mulher é algo que todas irão passar, diagnosticada por 12 meses de amenorreia (ausência total de sangramento), altos níveis de FSH (hormônio folículo estimulante) e LH (hormônio luteinizante) e baixos níveis de estrogênio e progesterona (hormonios sexuais responsáveis por mais de 400 funções regulatórias dentro do organismo feminino). Marcada por uma infinidade de sintomas que são muito incômodos no dia-a-dia como os mais conhecidos:

- Fogachos (calores),

- Humor deprimido,

- Perda de disposição,

- Perda da libido,

- Facilidade para engordar,

- Irritabilidade e

- Dificuldade para memorizar

- Aumento do índice de hipotireoidismo (clique no link para conferir a matéria)


Além é claro, os sintomas que não são tão percebidos de forma imediata como por exemplo: a diminuição da massa óssea que com o tempo leva a osteoporose e o aumento do risco cardiovascular.

Porém, não é só nesse momento que a mulher precisa de cuidados. Não precisamos deixar a situação se instalar completamente. É o que sempre digo, a medicina deve ser sempre que possível, PREVENTIVA e não CURATIVA.


Existe o que chamamos de perimenopausa, momento que antecede a menopausa e se estende até após. É um tempo em que os hormônios começam a declinar e o organismo a falhar. Observa-se geralmente elevações nos níveis de FSH e LH e oscilações no ciclo menstrual. Também um início discreto dos sintomas da menopausa como as alterações de humor, dificuldade para memorizar, falta de concentração e o cansaço.

Nesse momento já devemos começar a nos atentar ao risco aumentado de desenvolvimento de doenças, em especial as cardiovasculares. Ocorrem alterações no tecido de gordura que facilitam ainda mais o acúmulo desta e leva a um provável e inevitável aumento do índice de gordura corporal e ganho de peso na maior parte dos casos. Além da depressão, a dificuldade para exercer tarefas, o cansaço e as alterações de humor, aliadas a uma piora no perfil estético corporal podem corroborar com a piora do quadro psicológico da mulher. Olha que curioso, fatalmente nota-se um aumento dos quadros de ansiedade e depressão nessa faixa etária. Segundo o último senso do IBGE em 2019 a faixa etária mais atingida pela depressão foram os idosos entre 60-64 anos.


Andropausa

Fala-se muito sobre a menopausa,e acaba sendo esquecido o impacto do envelhecimento no sexo masculino.


Quando falamos em andropausa (declínio gonadal masculino) devemos pensar em diminuição do principal hormônio sexual circulante, a testosterona. Responsável por mais de 200 funções no organismo masculino, quando começa a diminuir traz uma péssima qualidade de vida e uma significativa piora na saúde.

No caso do homem, o declínio na produção hormonal não ocorre de forma integral para todos, mas os estudos mostram que em após os 40 anos, os níveis de testosterona caem em média 1% ao ano e cerca de 35% dos homens aos 50 anos já estão apresentando diminuição significativa na sua produção hormonal

Notam-se sintomas como:

- Fadiga

- Dificuldade de ereção

- Baixa libido

- Humor deprimido

- Alterações do sono

- Ganho de peso, em especial, aumento da barriga

- Queda de cabelo

- Comportamento antissocial


Além é claro, do aumento importante no risco de Infarto Agudo do Miocárdio e câncer de próstata.



COMO TRATAR


Mas calma, não é o fim dos tempos.

Devemos lembrar que o melhor remédio para controlar os sintomas dos declínios hormonais, tanto no sexo masculino quanto feminino, será sempre a modificação do estilo de vida. Hábitos alimentares saudáveis e a prática regular de atividade física são importantíssimos, na verdade essenciais, para um bom prognóstico no quesito saúde e qualidade de vida e saber que somente isso já é capaz de amenizar e muito a sintomatologia.


Quando necessário deve-se também fazer a chamada reposição hormonal.


Hoje existem inúmeras técnicas para tal, de forma segura e muito eficaz. A reposição é feita hoje através de cremes, géis, adesivos e os implantes hormonais. De forma menos habitual, através de capsulas. Para realiza-la , são utilizados os hormônios homólogos humanos chamados isomoleculares ou “bioidenticos” por possuírem moléculas muitíssimo parecidas com as dos hormônios produzidos por nosso próprio organismo o que facilita a aceitação e melhora a qualidade de funcionamento do corpo, impedindo que o declínio hormonal possa privar de forma tão severa as funções vitais, o envelhecimento e os prazeres do homem e da mulher.


Grande abraço,


Dr. Ronaldo Wilson Barroso Filho



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